quarta-feira, abril 26, 2006 

Conversas con mi bluego

Admito que não ando com muita paciência para ti.

Não é que não me aconteçam coisas, ou que não veja coisas.

Mas, não sei, sabes aquela química que nós tínhamos? Ultimamente não tem funcionado. Bem sei que todas as relações tem os seus altos e baixos, mas, não sei.

Não, isto não tem nada haver com o outro, sabes bem que não.

Mas, não sei.

quinta-feira, abril 20, 2006 

Impossible is Nothing

Impossível é só uma palavra que os Homens fracos usam para viverem facilmente no Mundo sem se atreverem a explorar o poder que tem de o mudar.

Impossível não é um feito, é uma opinião.
Impossível não é uma declaração, é um repto.
Impossível é potencial.
Impossível é temporal.

Impossible is Nothing.

terça-feira, abril 18, 2006 

Crónica de uma manhã igual À de tantos outros

Arrastando o corpo, ainda pesado da manhã, pelo corredor, T. sentia a garganta seca - excessos de ontem, pensou ele melancolicamente enquanto se aproximava da entrada do salão.

No interior, farto, som e cor pareciam harmoniosamente fundidos num só elemento; dispersos desordenadamente pela sua superfície as mesmas personagens da noite, e doutras tantas, passadas.

Bdia – disse-lhes eu num tom mais agudo do que estava à espera.

Bom dia, disse-me a Stacy enquanto me passa um dry martini para a mão. Ficas ainda mais sexy nesse roupão, murmurou ela ao meu ouvido.

No meio de tudo aquilo um silêncio ecoava na minha cabeça.

Foi então que me dirigi ao centro da sala e interpelei, desta vez sem traições vocais

- Caros convivas…e se hoje fossemos trabalhar?



Após um silêncio expectante, que logo não durou mais de 2 segundos, muitos se começaram a rir, pensando que brincava, outros, simplesmente, ignoraram-me.

Melanie foi a única a perceber que não se tratava de mais uma brincadeira.

...

Até hoje não foi capaz de me perdoar.

quarta-feira, abril 12, 2006 

Ornatos

A cidade esta deserta
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte
Nas casas, nos carros, Nas pontes, nas ruas...
Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura
Ora amarga, ora doce
Para nos lembrar que o amor é uma doenca
Quando nele julgamos ver a nossa cura

Ornatos Violeta - Ouvi dizer

terça-feira, abril 11, 2006 

Projecto Pandora

Recebi há pouco por e-mail o link para um site absolutamente fantástico.

Meus amigos, esqueçam as rádios tradicionais com anúncios chatos e músicas repetidas até à exaustão, chegou o projecto Pandora.

O que é?

"O projecto Pandora, que não é mais do que um website onde podemos ouvir música disponibilizada pelo iTunes, de forma totalmente gratuita e com uma
grande vantagem...

Este sistema cria a nossa rádio personalizada, que "aprende" os nossos
gostos através da análise da sonoridade de cada musica, chegando a
justificar-se pelas escolhas feitas e a pedir desculpa caso nós não
tenhamos gostado, eheh

Como funciona: é simples e mais rápido que ler este este post

Basta ir a pandora
Onde diz "New radio", colocam uma musica ou um artista (exemplo:
Coldplay, Moby, Dido, Doors, etc). Aí, ele inicia a procura e define
uma playlist daquele genero em particular. Sempre que ouvem uma musica
podem clicar no "guide us" e avaliar a escolha feita. Isto vai
influenciar totalmente as selecção de musicas que se segue. Quanto
mais interagirem com o sistma e classificarem as vossas músicas, mais
fiel aos vossos gostos ficará o "rádio".

Cada rádio é definida por um estilo e podem ter na vossa conta até 100
rádios diferentes, acessiveis a partir de qualquer pc com internetnet,
pois é tudo gravado nos servidores do Pandora. No entanto, para terem
esta opção têm de se registar, sendo que tal registo leva 10 segundos
e é totalmente gratuito.

Ao contrario dos players mp3, volta-se a ter o misticismo da rádio,
pois a selecção musical é feita pela máquina. E quem não gosta de ser
interrompido por anúncios publicitários ou notícias, esta é realmente
uma boa solução."

P.S.- Quando se registarem irão pedir-vos um zip code, podem usar este 10001 (se alguém vos perguntar alguma coisa digam que são de Nova York ;)

segunda-feira, abril 10, 2006 

O Rei da Selva

sexta-feira, abril 07, 2006 

É sempre bom quando o nosso trabalho é capa de jornal não é?

p.s.- de seguida vou colocar aqui mais algumas imagens de 3D do projecto

quinta-feira, abril 06, 2006 

Momentos de Sensualidade

quarta-feira, abril 05, 2006 

Purpurinas e Calafeiros

2 campanhas que andam por aí:

Oni – “Purpurinas”:

Que raio são Purpurinas???!

Se o objectivo do anúncio é este mesmo, levar as pessoas a questionar-se sobre tal coisa, Parabéns, conseguiram! Se não, e acredito piamente que não, e como o target deste anúncio serão, essencialmente, Homens na casa dos 35-55 anos (são eles que decidem uma eventual alteração de contratos/companhia telefónica – buh, machista! dirão vocês Talvez direi eu Mas é verdade que a grande maioria das pessoas que tomam esta decisão nos lares portugueses serão, maioritariamente, homens remato) dizia eu então, que se o público-alvo do anúncio é este: usar uma palavra que ele desconhece em absoluto não será contraproducente? Ao não compreender a linguagem do anúncio, não desligará ele o seu cérebro já de si meio desligado?

Purpurinas, by google:

"decorar superficial e temporariamente as unhas com gel colorido e artefactos com grande impacto visual como por exemplo purpurinas ou glitters"

"(...)nos trigais tenros e lanciolados as âmbulas purpurinas das papoilas"

"Algumas léguas a sul das Ilhas Purpurinas"

"Calções em ganga com purpurinas"


Galp – Selecção Nacional

Na continuação da excelente campanha realizada pela BBDO para a Galp de apoio à nossa selecção nacional, e aproveito para dizer que nunca um patrocínio foi tão bem exponenciado, 2 situações curiosas ocorreram:

1. Parece que a nossa Federação não ficou muito contente pelo facto de, no anúncio, os jogadores estarem a comemorar a vitória do título mundial, por acharem que esta situação colocava a fasquia demasiado alta;


2. No hino que foi criado, e que pôs toda a gente a cantarolar por aí, a certa altura lia-se (lia-se porque já não se lê) “Vamos com tudo, meter o pé, chutar primeiro / Que o último a chegar é paneleiro” (sim, Paneleiro, os paneleiros era mesmo os últimos a chegar!)
Naturalmente que as associações de homossexuais e outras, logo se apressaram, e bem, a contestar a tal palavra (ou seria o facto de serem os últimos a chegar?!). Esta, que no anúncio televisivo era substituída por um pi, passou então para Calafeiros.
Pois, não tem metade da piada, mas compreende-se a decisão daqueles mariconços…uhm…Jagunços.

terça-feira, abril 04, 2006 

Uma Crítica Violenta


Ás vezes é assim, uma pessoa cria muitas expectativas e depois dá nisto. O "History of violence" não é mau, não, mas também não é bom, não.

A história é só por si é uma grande desilusão, argumento batido, batidiiinhho: Um bom pai de família, amigo do seu amigo, excelente amante e gajo sensível (e isto é reforçado até à 5º casa - chegando ao ponto de, não fosse o caso do espectador ainda não se ter apercebido, a mulher do Viggo dizer-lhe mesmo "Tu és o Melhor homem do mundo"), depois de toda a gente já ter percebido isto, o nosso herói vê-se de repente confrontado com o seu obscuro passado - coitado, logo agora que a vida lhe corria tão bem e que ele só queria paz e sossego.
É que este gajo porreiro, bonzinho mesmo, antes de o ser não o era, parece mesmo que era mau para caraças.

E então vêm os maus, que conheciam o gajo, chatear o gajo, e para mostrarem que são mesmo maus, além de sinistros e feios, insinuam que farão mal à família do gajo (na qual se inclui uma menina de 5 anos, lourinha e de ar angelical) e ninguém gosta que façam mal a meninas angelicais de 5 anos, pois não?

Não. Por isso, e já totalmente a torcer pelo lado do bom, é com natural e refreada satisfação (nunca se deve demonstrar uma alegria esfusiante quando vemos alguém a levar murros no nariz até este se enfiar pelo crânio e morrer) que vemos assim o gajo que era mau e depois ficou bom e agora só está temporariamente mau para defender a sua família, a partir a cara os braços os narizes e demais apêndices destes maus todos – sinceramente, se não fossem as cenas de violência, extremamente realistas e cruas julgo que o filme pouco seria falado.

Pronto, basicamente é isto.

Não se chega a perceber porque é que ele era mau e vira bom, não se sente a carga dramática quando a verdade do passado é descoberta pela família, na verdade, sente-se pouco a não ser aquele nervosinho na barriga que antecipa as cenas de luta – bom, não será bem luta mas mais massacre. Também, quem é que no seu perfeito juízo ataca, juntamente com mais dois amigos gangsters armados, um homem desarmado??!...eles estavam mesmo a pedi-las…

Tudo parece muito forçado, Viggo Mortensen incluído.

Não há nada de bom?

Há. Ed Harris ("Em terra de cegos quem tem um olho é rei").

p.s.- Na penúltima cena (quem ainda quiser ver o filme que fique por aqui) depois de Viggo matar o irmão é noite escura, há um corte e o nosso super-herói vai limpar os seus músculos no lago junto à casa (num acto de purificação dos seus pecados) e já é de madrugada (!?) Adormeceu antes de chegar ao lago? foi ao frigorifico e teve a comer um lanchito antes de sair dali?