terça-feira, fevereiro 28, 2006 

Bom dia...

Depois de 15 anos a trabalhar numa grande empresa, Corine Maier, escritora e psicanalista, demitiu-se, dedicou-se apenas à psicanálise e tornou-se conhecida pela grande sucesso do seu primeiro livro: Bom dia Preguiça - A Arte e a importância de fazer o menos possível no seu emprego.

Um excerto dos smeus pensamentos:

"Estar disponível para uma longa lista de projectos improváveis - metade dos quais perfeitamente idiotas, a outra metade mal concebida - é um pouco como mudar de parceiro sexual duas vezes por ano.
Quando se tem 20 anos a ideia tem algum charme. Mas ao longo dos anos, francamente, torna-se uma obrigação fastidiosa."

A autora agradece aos seus chefes, sem eles as suas obras nunca teriam tanto sucesso.

sábado, fevereiro 25, 2006 

Celso Fonseca


Que País este onde de todos os cantos e recantos saem vozes únicas e músicas de pureza inigualável.

Minhas amigas e amigos, para quem não conheça: Celso Fonseca.

Slow Motion Bossa Nova
by Celso Fonseca/ronaldo Bastos

You're so good to me
and your love's the inspiration that I need
Writing songs for you
Is the way I find to thank you for this

Face the music
Dance to the music
now I hear the sound of music
and your kisses take it closer to perfection
You're beyond imagination
We're the dream team
you're so good to me

You're so good to me
and I hope to give you back the peace of mind
that you give to me
and it feels like Bossa Nova by Jobim

The solution to my dilemma
you're my girl from Ipanema
inspiration for my samba in slow motion
you're the top you're my devotion
my slow motion Bossa Nova dream

sexta-feira, fevereiro 24, 2006 

Pois

"Existem pessoas que não viram o jogo de ontem entre o Barcelona e o Chelsea. Pessoas que, ontem, deixaram testemunho orgulhoso do esforço que tiveram de fazer para assistir ao Benfica-Liverpool do dia anterior a ontem. Ora, é bom que as pessoas percebam que se um alienígena tivesse assistido ao jogo entre o Benfica e o Liverpool do dia antes de ontem e no dia seguinte (ontem) ao Chelsea-Barcelona a única conclusão que poderia extrair é que tinha acabado de assistir a, de facto, duas modalidades diferentes, que tinha estado presente em dois eventos de desportos distintos, apesar dos riscos no campo relvado parecerem iguais."

e continua

quinta-feira, fevereiro 23, 2006 

Tempos de Crise

Já não restam muitas dúvidas que vivemos a nível global uma grave crise económica.

O exemplo do James Bond (Pierce Brosnan) é gritante.
Habituado a uma vida de luxo, com uma ou outra torturazita no meio, James Bond vê-se obrigado agora a vir a Portugal fazer anúncios publicitários para a...Sagres!

Depois de uma vida inteira preenchida com amantes, hóteis de 5 e mais estrelas, casinos, carros desportivos, têm os seus custos, e há quem diga que o James, já sem o fulgor de outros tempos, já nem pode contar com a fiel Moneypenny - despedida devido a cortes no pessoal.

Agora, em vez da mítica frase: "A Martini, shaken, not stirred" é mais provável que passemos a ouvir "Um fininho, bem tirado e com pouca espuma".

quarta-feira, fevereiro 22, 2006 

Voar acima da lei

Um Jovem deputado do PSD Porto já foi autuado quase duas dezenas de vezes e, em quase todas elas, surpresa das surpresas, teve a "sorte" de ver os processos arquivados (14) ou prescritos (4).

Desta vez foi apanhado a mais de 200km/h e daí se perceba facilmente a alcunha de "deputado voador" que já conquistou.

Engraçada mesmo é a reacção do próprio quando interpelado pelo JN: "Reconheço que, às vezes, ultrapasso os limites de velocidade, mas isso é porque sou um deputado que cumpre horários. Não sou como outros que não chegam a horas às reuniões".

Esta resposta seria hilariante senão fosse bem reveladora da maneira como os nossos governantes se julgam muitas vezes acima da lei.
Alguém acredita que os nossos deputados circulem a menos de 120km/h nas nossas auto-estradas? Mas claro que é muito fácil aumentar as multas e apertar a legislação relativamente a estas matérias, é muito fácil para quem sabe que terá sempre uma mão amiga para lhe tirar uma multita, considerar que estava a prestar um serviço ao estado ou prescrever a mesma.

Mas não é preciso ir tão longe, a grande maioria das pessoas conhece alguém que tem um amigo na Policia que é capaz de tentar dar um jeitinho, não é?

ver o resto da noticia no JN

terça-feira, fevereiro 21, 2006 

A Arte - Paul Klee

A arte não é uma ciência que seja fomentada progressivamente através de muito trabalho e da investigação de muitos membros; pelo contrário, é o mundo da diversidade. Cada personalidade, que dispõe da sua própria forma de expressão, tem aqui o seu valor. Só os fracos, aqueles que em lugar de procurarem em si próprios, procuram naquilo que já existe, devem desistir.

 

Eugénio de Andrade

Procura a maravilha.

Onde um beijo sabe
a barcos e bruma.

No brilho redondo
e jovem dos joelhos.

Na noite inclinada
de melancolia.

Procura.

Procura a maravilha.

domingo, fevereiro 19, 2006 

A Bola de Futebol de Felpo de facto Prende

A conversa decorria de forma prazenteira e em clima amistoso, quando, por mero acaso, o verniz estalou. A culpada: A bola de Felpo.

Fruto de divergências inconciliáveis o meu primo lança-se ao ataque no seu blog:

“Porque fico cego face a tal calúnia queria convidar, aliás, pedir aos demais leitores deste blog que me digam de vossa justiça se acham, ou não, que - e repito - uma bola de futebol de felpo num chão de madeira (taco) prende em vez de deslizar suavemente.”

A minha réplica é clara e julgo não deixar grandes margens para quaisquer dúvidas. Eis a minha exposição do referido assunto:

Que o meu primo é um homem inteligente ninguém o dúvida. Mais do que inteligente, e talvez essa seja uma característica comum aos homens inteligentes, as suas ideias não são pressionáveis, ou impressionáveis, pelos cogitações vigentes.

No fundo, quero eu dizer que o homem pensa, e pensa pela sua cabeça.

Chegados a este ponto, e partindo desta assumpção, avançamos então para o desmantelamento da argumentação da referida personagem: uma bola de futebol de felpo num chão de madeira (taco) prende em vez de deslizar suavemente.

A minha argumentação, contrária a esta, está assente nos mais sólidos pilares: a experiência.

Desde que me lembro que jogo futebol, mais do que ter sido atleta federado, tenho uma profunda paixão por bolas (nada de piadas duvidosas). Iniciei a minha actividade no corredor da minha antiga casa, depois passei para a cave na nova casa, joguei futebol no pátio, nas garagens no campo pelado no campo relvado no pavilhão no cimento e até em relva sintética. Não joguei com nenhuma bola de bexiga de porco, mas são diversos e variados os materiais das bolas com que joguei.

Do que falo eu?

Experiência vivida no terreno.

O que é o meu primo provavelmente anda a fazer neste momento? Decerto que investiga no google as propriedades químicas do felpo e uma ou outra tese de doutoramento que abordam esta temática e as propriedades químicas do referido elemento que justifiquem a sua pueril afirmação.

Meu caro primo, é imutável: O felpo prende.

Poderás lançar uma bola “normal” e outra de felpo e dir-me-ás que elas rolam à mesma velocidade e a mesma distância. Joga, como eu já o fiz, com a referida bola, e verás que perante as vicissitudes do jogo, e falo principalmente quando: Em corrida se coloca a parte de fora do pé, com um algum grau de inclinação, em contacto com a bola.

Já me aconteceu. Caí. O felpo prendeu. A sua aderência é bastante superior à de uma bola normal. Seria bom para jogar andebol, por exemplo, ou por isso é que a usam no ténis, para diminuir a velocidade da bola quando ela embate no chão.

Que te posso dizer mais, lúcido mas pouco vivido futebolisticamente primo?

sábado, fevereiro 18, 2006 

Relatório 2 - 18/2_18h28m

Situação:

Ainda fechado em casa a trabalhar para a pós-graduação

Informações do Exterior:

V. GUIMARÃES-BENFICA, 1-0

Ponto da Situação:

Conforme planeado (mas sem bohemia nem empalhada)

 

Relatório 18/02_16h22m

Situação:
  • Fechado em casa durante o fim-de-semana para trabalhar para a pós-graduação

Ambiente interior:
  • 20ºc, música ambiente, bolachas e cafézinho
Ambiente exterior:
  • 8ºc, chuvas ocasionais, vento a soprar em todas as direcções, granizo

Quantas vezes pensei "Que merda, apetecia-me mesmo era ir dar uma volta":

  • 0
Agradecimentos Especiais:
  • Ao manda-chuva lá de cima
Factores críticos de sucesso:
  • Televisão desligada - ok
  • ausência de música - ok
  • Temporal - ok
  • focus - interrompido temporariamente

O que me apetecia mesmo estar a fazer:

  • Ler o jornal sentado no sofá e depois ir até ao café ver o Guimarães ganhar ao benfica, acompanhado de um Bohemia e uma empalhada

quinta-feira, fevereiro 16, 2006 

A Sol pediu-me envou-me uma petição e pediu-me para divulgar esta causa: A Infertilidade.

"Em Portugal, calcula-se que cerca de 500.000 casais sofram de infertilidade e que 12.000 novos casais por ano tenham problemas de reprodução."

Não consigo imaginar, mas tento, e sei o quão doloroso deve ser não poder ter filhos.

Graças ao avanço da ciência, grande parte desses problemas têm solução após longos períodos de tratamento; mas nem todos têm possibilidades de aceder a estes tratamentos, extremamente onerosos "(...)na ordem dos cinco mil euros por ciclo de tratamento."

A petição que vos envio pretende alterar a situação actual e alertar os nossos governantes para este problema.

"Sentimos uma tristeza profunda quando somos confrontadas com notícias de que certas seguradoras cobrem uma operação de mudança de sexo, mas não um tratamento contra a infertilidade, talvez por considerem que ter um filho é um luxo e não uma doença.

Concordamos que existam apoios para a toxicodepência e para a SIDA, onde tudo, desde a medicação aos tratamentos, é comparticipado pelo Estado, mas questionamo-nos sobre a razão pela qual a nossa doença não merecer a mesma atenção pelos responsáveis do nosso país. Trata-se de um problema de saúde pública, cuja tendência é notoriamente crescente, mas que infelizmente, continua na gaveta.

Não é uma doença que mata ou incapacita, mas que nos consome interiormente. "

quarta-feira, fevereiro 15, 2006 

Estou Revoltado!


Façam o que fizerem, nunca, mas nunca, mas mesmo nunca vejam este filme.

É a pior adaptação que já vi em toda a minha vida, um verdadeiro ultraje!
Se um grande realizador pegasse nesta livro e fosse capaz de reproduzir fielmente a sua grandiosidade julgo que seria capaz de produzir um filme para ficar na história do cinema...quem é que tem os direitos desta obra?! Isto vende-se assim, ao desbarato, a qualquer palerma que diga que sabe fazer um filme?!

Quem já leu o livro e ficou fascinado fica com vontade de atirar pedras e tudo o que esteja à mão contra a televisão, quem nunca leu o livro não o lerá.

Eu respeito a liberdade de expressão mas este senhor foi longe demais e ofendeu as minhas mais profundas crenças (não tenho culpa de ser ateu).

Exijo um pedido de desculpas do governo dos E.U.A. ou então à hora de almoço vou atirar pedras pró Macdonald´s!! (…e já que estou lá se calhar aproveito para almoçar)

p.s.- sim, o actor principal é o gajo da série Las Vegas

sábado, fevereiro 11, 2006 

Os Cartoons são perigosos IV


Campanha da Fischer américa com a assinatura "Dê mais vida aos seus desenhos"...mais actual do que nunca.

in, http://www.brainstorm9.com.br/

 

Os Cartoons são perigosos III

 

Os Cartoons são perigosos II

 

Os Cartoons são perigosos

sexta-feira, fevereiro 10, 2006 

Liberdade de Expressão

Este texto anda a circular pela net, os seus autores deverão ser os signatários que aparecem em baixo. Leiam.

"Como uma liberdade

Um conjunto de cartoons satíricos sobre Maomé originalmente publicados num jornal dinamarquês e republicados pela generalidade da imprensa ocidental fizeram eclodir uma impressionante onda de violência em alguns países islâmicos. Um ódio que assemelha a algo de irracional, inflamado nas multidões de rua, transformando-se assim na representação de uma vaga de barbárie.
Numa democracia, as opiniões só existem na medida em que existe igualmente liberdade para as exprimir, divergir e criticar. Em cada momento histórico, há um determinado universo de valores que só é dominante porque os sujeitos sociais os partilham de uma forma comum e plural.

Em regimes autoritários, esse consenso é forçado por via de uma estrutura repressiva que se impõe aos cidadãos.

Na generalidade dos países islâmicos, uma religião é aliada desse aparelho coercivo. Plasmando-se ao poder político, as simbologias criadas por uma leitura dessa religião geram as próprias condições de reprodução do autoritarismo. Actualmente, a incapacidade de articulação de um discurso moderado no interior do Islão transforma essa realidade num cenário particularmente crítico. Afirmá-lo é constatar algo que só um proselitismo feroz pode confundir com preconceito ou xenofobia, sobretudo quando isso é valorizar todos aqueles que no terreno não cedem ao cativeiro do fundamentalismo islâmico. Em condições sempre dramáticas, tantas vezes assumindo o exílio ou a morte contra fatwas assassinas.

Há, no Ocidente, quem queira conscientemente evitar abordar o essencial. Porque é absolutamente irrelevante se os cartoons são ou não ofensivos, se são ou não ‘despropositados’. Não há aí matéria de discussão. Todos os dias nos deparamos na imprensa com opiniões ofensivas e/ou despropositadas. Por isso é que são opiniões. Por isso é que são publicadas em páginas de jornais. Por isso é que lhes podemos contrapor argumentos sem medo. E é tudo isso que nos enriquece enquanto membros de uma comunidade democrática, com opiniões que são tantas vezes execráveis mas nunca atentatórias da integridade de quem delas discorda.

Em 1689, John Locke escrevia na sua Carta sobre a Tolerância que «a tolerância […] aplica-se ao exercício da liberdade, que não é licença para fazer tudo o que se deseja, mas o direito de obedecer à obrigação, essencial a cada homem, de realizar a sua natureza».
Mais de três séculos depois, ainda se justifica uma violência cega como legítima reacção à ‘blasfémia’. Quem o faz, aceita regredir na capacidade de afirmar o princípio da diferença como o princípio inalienável da realização individual, seja ela minoritária ou não na sociedade em que se insere. Daí a separação formal entre Estado e igrejas nos países democráticos, permitindo uma volatilidade dos laços morais que será tanto maior quanto a sua relação com a diversidade das práticas, das vivências e dos costumes.

Após o 11 de Setembro de 2001, a generalidade das discussões sobre este tema estão viciadas entre o radicalismo bélico e o militantismo relativista. Este documento é por isso um contributo para explorar uma alternativa a essa dicotomia, subscrito por cidadãos e cidadãs com percursos distintos e filiações políticas muito diversas, à esquerda e à direita, com ou sem religião, que têm leituras por vezes opostas quanto ao terrorismo e à sua prevenção. Em comum têm porém a recusa na cedência de um conjunto de princípios que, no seu entender, poderão traduzir parte do património civilizacional ocidental. A começar pela liberdade de expressão, que pode e deve ser um valor universal.

Os apelos de governos europeus para a ‘responsabilidade’ no uso dessa liberdade de expressão são a metáfora de um complexo de culpa em relação a algum passado histórico do Ocidente que não pode ser esquecido. Mas que também não pode servir de intermediário a todas as leituras sobre o tempo presente.

Qualquer vírgula colocada na liberdade de imprensa será um silêncio a mais. Pedir desculpa pela emissão de uma opinião livre publicada num jornal europeu será pedir desculpa pela Magna Carta, por Erasmo, por Voltaire, por Giordano Bruno, por Galileu, pelo laicismo, pela Revolução Francesa, por Darwin, pelo socialismo, pelo Iluminismo, pela Reforma, pelo feminismo.

Porque tudo isso nos une na herança de um processo histórico que aparece agora criminalizado pela susceptibilidade de um dogma impositivo, incapaz de olhar o outro. Do mesmo modo que tudo isso nos separa daqueles que, sem concessões, reclamam uma superioridade civilizacional para a sua civilização. Qualquer que ela seja.

Os primeiros signatários,
Tiago Barbosa Ribeiro e Rui Bebiano Porto e Coimbra, 9/2/06"

quarta-feira, fevereiro 08, 2006 

Descobri a verdade: Sou um Maniento

A Divas pediu-me para enumerar 5 das minhas manias/hábitos; aqui vai:

1. Adoro livros e revistas, assim, só pelo objecto em si; gosto de deambular numa livraria, perco-me Totalmente numa fnac. Explico-me melhor, gosto dos livros pelos livros, independemente do seu conteúdo, fico fascinado a olhar para uma prateleira, apetece-me ver os títulos todos, folhear aqueles que me parecem mais interessantes. Deve ser por causa disso que tenho em casa livros que julgo que nunca lerei na vida e também deve ser por isso que em tempos fiz a promessa que não compraria nenhum livro novo enquanto não lesse quase todos os que tenho…ainda bem que não levo as minhas promessas muito à letra.

2. Tenho por hábito levar leitura para a casa-de-banho (jornais, revistas, livros, rótulos de champôs) e prolongo quase sempre esta actividade (a leitura não a outra) até ficar com o pé dormente. Sinceramente nem considero isto um hábito estranho, sempre foi assim, acho mais do que natural, estranho é quem nem toda a gente o faça…

3. Roer as unhas. Pouca gente saberá, uma vez que não o faço em público, mas não corto as unhas praí há uns 10 anos (não, não tenho nenhuma daquelas unhas de 5 metros enrolada, vou roendo-as regularmente)

4. Não será tanto uma mania mas mais um caso patológico; esqueço-me de nomes (de pessoas e de lugares), de números de telefones, de datas de aniversário e de todo o tipo de documentos importantes...mas estranhamente, ou não, tenho boa memória visual e auditiva, nunca esqueço uma cara e consigo identificar rapidamente uma música apenas pelos primeiros acordes (embora n consiga dizer o nome) .
Se por um lado isto me preocupa também sei que vou ser dos poucos gajos que quando envelhecer nem vai notar a diferença quando tiver parkinson

5. Tenho a mania de dizer “então encontramo-nos daqui a 5 minutos” e só aparecer passado 20, e fazer isto repetida e repetidamente (porra agora apercebo-me como deve ser irritante para as outras pessoas!). O tempo, confesso, é uma coisa muito abstracta para mim, não possui grande significado. Não tenho relógio, nunca tive, excepto algumas fases que me forcei a tentar usar, sem sucesso. Desenvolvi, até à chegada dos telemóveis, uma técnica de ver as horas em qualquer lugar e em qualquer altura nos relógios de pulso das outras pessoas de uma forma instintiva, e também decorava os locais dos relógios públicos ou privados por onde passava habitualmente.

Já para não falar De me deitar tarde, de jogar futebol com os amigos como se tratasse da final do campeonato do mundo, de fazer perguntas difíceis aos empregados, de querer fazer tudo, de querer experimentar tudo, de às vezes ser do contra, de bater com os pneus do carro quando estaciono, de (…)

terça-feira, fevereiro 07, 2006 

Dão-se alvíssaras

Roubar um Urso não será muito fácil dir-me-ão vocês, mas acontece de quando em vez.

Ao Pápá Urso aconteceu.

Mais importante que a carteira ou o carro, roubaram-lhe o blog e o mail - como é que há gente capaz de tais barbaridades???!!! Chamar-lhes-ia de Ursos, não pudesse eu ferir algumas susceptibilidades.

Assim, e como sempre fui amigo dos animais, publicito o novo endereço do Blog do Pápá Urso:

www.ursolandia.blogspot.com

segunda-feira, fevereiro 06, 2006 

SuperBowl


Com cerca de 140 milhões de americanos e 900 milhões de telespectadores por todo mundo especados em frente a uma televisão durante cerca de 3 horas, será mais ou menos normal cada anúncio de 30s´ custar cerca de 2 milhões de euros (400 mil contos) - s/contar com os custos de produção.

64 anúncios, 32 minutos, 128 milhões de euros.

Podem vê-los, a todos, aqui.

Estes anúncios são feitos propositadamente e apenas para estes 30s’, mas o seu impacto é por vezes tão retumbante que leva a que as empresas se acotovelem para agarrar estes espaços.

Ah, também é o dia do ano que mais cerveja se vende (talvez assim se perceba o facto da Budweiser ser o maior anunciante)

 

Diálogos perfeitamente plausíveis

Ela: Amor?
Ele: …Uhm
Ela: Tu não gostas de mim só pela minha beleza pois não?
Ele: Só pela tua…eh eh, só p´la…ah ah ahaahaa…beleza…ahah…...ai (suspiro) só pela tua beleza? Não, mor, não…

(silêncio)

Ela: …Estúpido

sexta-feira, fevereiro 03, 2006 

Coisa mai linda!!

Imagina se houvesse um site com todas as bandas sonoras das séries da tua infância, desde a heidi, ao dartacão, ao verão azul, a abelha maia, o vitinho, o era uma vez o espaço, 3 dukes, os cinco, o sitio do picapau amarelo, e também lhe juntava uns anúncios emlemáticos: caprissone, bic, regisconta ...só de pensar nisso já estou emocionado...

Meus amigos, minhas amigas, ELE EXISTE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

só para aguçar o apetite:

SÉRIES DE FICÇÃO TV

- Os Cinco Famous Five - Southern Television
1980
- Verão AzulTVE - Espanha
1980
- Sitio do Picapau AmareloSérie Brasileira exibida na RTP
80's
- Pipi das Meias Altas
Tó Zé BritoSérie exibida na RTP (versão original)
80's
- Os Pequenos Vagabundos
- O Tesouro do Castelo Sem Nome
70's e 80's
- O Justiceiro
80's
- Os Três Dukes
80's
- Zé GatoTó Zé Brito e José Brito
80's
- Duarte e Ca.Agência de Detectives
1986
- Sandokan
80's

ihhhhhh, a Volta ao Mundo de Willy fog, já n me lembrava da música

quinta-feira, fevereiro 02, 2006 

Falo com Elevação

"Fala a sério e fala no gozo
fá-la pela calada e fala claro
fala deveras saboroso
fala barato e fala caro

Fala ao ouvido fala ao coração
falinhas mansas ou palavrão

Fala à miúda mas fá-la bem
Fala ao teu pai mas ouve a tua mãe

Fala franciú fala béu-béu

Fala fininho e fala grosso
desentulha a garganta levanta o pescoço

Fala como se falar fosse andar
fala com elegância muita e devagar."

Alexandre O'Neill sobre um Modo de vida
Poesias Completas, Lisboa, Assírio & Alvim, 2002, p. 133.

Título do Post: Cutileiro

quarta-feira, fevereiro 01, 2006 

God is a DJ

...and dresse´s cool jeans!

http://www.youtube.com/w/Spin-dj-is-a-god?v=AW1jB0ey1ZE&eurl=

p.s.- caprichem no som, vale muito a pena.