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terça-feira, janeiro 17, 2006 

O que é Arte?


Não, nem vou tentar responder a esta velha questão eterna, quero apenas destacar estes dois casos recentes:

1- No Brasil, Yuri Firmeza, criou um artista plástico japonês fictício, fez uma forte acção promocional nos media e conseguiu expor numa famosa Galeria brasileira.

"Yuri chegou até a criar uma assessoria de imprensa - independente do Museu - com o intuito de tornar crível a divulgação da exposição aos meios de comunicação. Primeiro, escreveu um atraente press-release sobre a suposta exposição e o currículo do tal artista japonês, reafirmando sua importância no "panorama das relações entre arte, ciência e tecnologia". Em anexo, foram enviadas algumas fotografias, que nada mais eram que imagens caseiras feitas por Yuri, manipuladas no photoshop. Depois, usando o codinome de uma assessora fictícia batizada de "Ana Monteja", o próprio Yuri mandou o material à imprensa por e-mail."

Como diz o criador Yuri, esta acção serviu para mostrar que: “…para se criar um artista hoje não se leva mais em conta apenas o estético, mas sobretudo fatores mercadológicos. Boa parte da produção contemporânea se submete a isso"

O “virtuoso” artista japonês teve direito a entrevistas de 2 páginas e um grande destaque em diversos órgãos de comunicação social, que ficaram com um grande melão quando souberam que tinham sido enganados.

2- Em Portugal

Uma iletrada empregada de limpeza ucraniana, contratada para limpar uma galeria de arte, confundiu um monte de cacos de uma sanita que se encontravam no chão, com uma obra de arte de um monte de cacos de uma sanita que se encontravam no chão.

O artista pede uma indemnização, pois a forma como os cacos estavam dispostos, após a marretada que deu na sanita, representavam um sentimento irrepetível e extrememente profundo.

O que eu me questiono é como é que a Senhora da limpeza não se apercebeu logo que aquilo era arte…pff

e foi o meu colega, dâmaso, que descobriu a senhora que pensava que a tal "arte" era, afinal, "lixo"!!!
esse episódio aconteceu no CAE, na Figueira da Foz

sinceramente, pa... voces nao percebem nada de arte! :P

hehe

Nos anos 80, em Portugal, houve um grande boom... em matéria de especulação dos preços das obras de arte. Lembro-me (pq sou cota) de ver uma vernissage dos Homeoestéticos na 111. A exposição gozava com essa situação e com a arte que se tornara mais comercial. Os Homeostéticos eram Pedro Portugal, Pedro Proença, Fernando Brito, Manuel João Vieira, Xana e Ivo. Havia um quadrado de garrafas de água no chão e a assinatura "Água bebe-se". Todos tinham pseudónimos, havia o Sanita Pintor, a Maluca, ... Logo a iniciar a perfomance (pq havia sempre uma), apareceu o Sanita Pintor sentado numa sanita com rodinhas, que, munido de um spray preto, "fugiu" disparado até um quadro em que escreveu "500 CONTOS" garrafais! O quadro foi vendido por esse preço.

Mas o que me divertiu é que eles pp, com pouco mais de 20 anos, já eram artistas consagrados. Não discuto o seu valor, o Pedro Proença por exemplo é um dos meus pintores preferidos. Mas pouco antes tinha visto uma exposição individual do Pedro Portugal na Galeria Módulo e tinha odiado. Os quadros eram monocromáticos, a maioria vermelhos, e havia um que tinha um coelho branco "decalcado". Eu pp questionava o conceito de arte, por isso li com atenção a critica do Expresso dessa semana e, para minha surpresa, esse úlimo quadro inseria o PP numa corrente xpto, ele era precursor de xyz, etc.. A verdade é que ele apenas frequentava os meios certos. Não havia pintor dessa nova geração que não passasse as noites no Frágil... :);)

isto vai longo

bjs

agora a brincar, quando finalmente arranjei dinheiro para comprar um apartamento (em Lx), fiquei tão lisa que durante imenso tempo só tive um sofá, um candeeiro de pé e um vaso enorme na sala. mas tinha uma empregada que vinha às segundas!
Tinha um amigo que tinha a mania que era decorador e com ele, arrnjei maneira de ter uma sala original. O sofá ficou oblíquo, o candeeiro inclinado, com revistas fizémos uma mesa, etc. Eu fiquei radiante! :)

E depois chegou a D. Maria José e encostou tudo à parede, porque pensava que tinha havido uma festa e que a casa estava completamente desarrumada :):)

(Resposta à Mrf seguiu no blog da própria)

p.s.- Depois de 1 ano e não sei quantos meses de blog, fiquei bastante orgulhoso de ter uma frase como esta no meu blog:

"vernissage dos Homeoestéticos na 111"

...

Vernissage (não consigo dizer esta palavra sem que a sobrançelha direita, sobranceiramente, se alevante...Ver-Ni-Ssageeee)

...e 111? eu não faço a mínima do que seija, mas aposto que era um daqueles clubes obscuros do Bairro Alto onde só iam homosexuais, artistas e o Manuel João Vieira...111...

"vernissage dos Homeoestéticos na 111"

Lindo! ;)

A 111 é uma Galeria. O Manuel de Brito faz parte da "alta cultura" portuguesa (como dia a Clara Pinto Correia):

http://www.galeria111.pt/index.php?headline=96&visual=25

corrijo: "como diria"

e se fizeres uma pesquisa na net, tens centenas de milhares de referências a "vernissage", oubiste ao cagaréu! :)

Para ser mais preciso existem 2.170.000 referências para vernissage.

Mas cara Mrf, não penseis que no meu comment havia algum tom jocoso ou irónico para contigo pela utilização da frase em causa, a frase tem é muita pinta - "Vernissage dos Homeoestéticos na 111" - e pronto...depois confesso que me deixei levar um bocadinho...

No Hard feelings Ceboleira?! ;p

jamais, ... mas ceboleira? ceboleira? LOL

Alfacinha?!

Angolana?!

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