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segunda-feira, janeiro 23, 2006 

E tu, és um Dinki?


Esqueçam os yupies, os metrosexuais e os homosexuais…chegaram os Dinkis!

Pois, depois de terem apelidado a minha geração de rasca, agora chegou uma nova definição: Dinki – A geração do consumo descartável.

Esta é a principal conclusão de um estudo aprofundado levado a cabo pela empresa de estudos de mercado Millward Brown, do grupo WPP, intitulado "Mudanças, Tendências e Marcas”. A análise foi feita em 20 capitais de 18 países da Europa, incluindo Portugal, e América Latina, a jovens entre os 25 e os 35 anos, casais heterossexuais de classe A/B/C1 (Média, Média Alta e Alta), com um estilo de vida considerado activo e moderno.

Como se caracteriza então esta geração?

“Tudo parece ser descartável para os "Dinkis". São jovens casais entre os 25 e os 35 anos que não têm filhos. Em busca de prazer constante, mudam o que for preciso para ficar bem. Vão ao Ikea e transformam a casa. Compram tecnologia Sony e andam com relógios Swatch no pulso. O tempo é um valor.

SE NÃO DÁ, NÃO DÁ.

Procura-se outra casa, procura-se outro emprego, arranja-se outro marido. E assim são os "Dinkis", os jovens casais sem filhos, com idades entre os 25 aos 35.
São dominados pela cultura "chaiselongue" (estética e "design") Prozac (ansiedade e falta de tempo). São exigentes e querem viver a vida ao máximo. Hedonistas e individualistas, buscam o prazer em cada segundo da sua existência. E, por isso, mudam, transformam e reconstroem.

Ikea à medida. Casas informais, dinâmicas e com muita luz, áreas abertas e onde impera o "design". E esta a demanda dos "Dinkis". A estética tem que estar presente em casa. E na vida. São devoradores de decoração. E gostam de mudar. Para eles, "tudo é feito para durar pouco tempo". Até a casa. Preferem tudo o que é descartável. E por isso compram no Ikea.
Afinal, o Ikea é "funcional e prático", dois valores que os "Dinkis" exigem das marcas.

Representa o novo conceito de casal. Efémero, com produtos fáceis de usar e que poupam tempo, trabalho e espaço.

Sony muito à frente. Verdadeiros adeptos do "home cinema", os jovens casais sem filhos adoram sistemas inteligentes e equipamentos activados por voz. Plasmas, computadores e DVD fazem parte da mobília.
A Sony é apontada pelos inquiridos como a proposta para um escape audiovisual.

E se a Sony fosse um indivíduo? "Seria um homem maduro, japonês, trabalhador, inteligente, de sucesso e amigável". E se fosse uma casa? "Seria um sótão moderno, futurista, tecnologicamente avançado, com 'design' minimalista, muito iluminado, com vidro e metal". E uma marca que, se segundo os "Dinkis", "está muito à frente" em termos de inovação.

A Nokia aparece também nas marcas eleitas.
Afinal, ela é "ousada, aventureira, extrovertida, moderna, simpática, sem complexos e sempre na moda". E dotada de "software" intuitivo e de fácil manuseamento. Afinal, "quem tem um sabe trabalhar com todos". E a cultura da facilidade em acção.
Se a Nokia fosse uma casa seria mesmo "feita à medida, com tudo telecomandado".

Coca-Cola e hedonismo. Os "Dinkis" vivem o presente e regem-se segundo uma força centrífuga. Procuram o "eu" ideal e buscam o elixir da juventude. Por isso, as actividades diárias são comparadas a uma guerrilha. A uma selva urbana, havendo uma tendência para o esforço-recompensa.

E quais são as compensações reclamadas pelos jovens sem filhos? Viagens e férias. São a fuga à prisão de asfalto. Significam a redescoberta da natureza e a conquista de culturas exóticas. E o regresso ao paraíso. O próprio lar é concebido como "um refúgio, um oásis no deserto, o descanso do guerreiro. E porque procuram boa vida, os "Dinkis" apontam a marca Coca-Cola com uma das predilectas.
É o símbolo da partilha de bons momentos. "É o antídoto para a sociedade perigosa". Se fosse uma pessoa, seria uma rapariga muito bonita, moderna e atraente. "É uma marca que nos tenta agarrar", dizem.
Se fosse uma casa? Seria, com certeza, na praia. De preferência, à beira mar.

As campanhas da gigante de bebidas são das preferidas destes jovens. Quais os motivos? "Criatividade, cores apelativas e música", justificam.

Os "Dinkis" são apreciadores assumidos de "marketing" e publicidade. Dos 130 anúncios publicitários de televisão mencionados no estudo, o reconhecimento foi elevado em marcas como a Nike, Citrõen, Peugeot, Heineken, Toyota, Pepsi, Skoda, Johnie Walker, Dove, Axe, MasterCard e Doritos. Destacam também a "juventude e irreverência" da William Lawsons e o "humor e a originalidade" da Vodafone.

"Just do it" Os "Dinkis" frequentam ginásios e fazem cirurgias plásticas. A estética e o corpo andam de mãos dadas. Motivos para fazer da Nike uma marca de eleição. Para este segmento, a marca simboliza heróis no mundo do desporto e está associada à inteligência muscular.
Lidera e determina. "Just do it", diz a marca e dizem os "Dinkis".

Os filhos são vistos pelos "Dinkis" como um "entrave" ao divertimento e ao gozo da vida. Por isso, adiam a responsabilidade de educar. E optam por animais de estimação.
Aproveitar cada segundo é o lema. Patente na escolha da Swatch. "Tem o tempo de vida ideal: dura dois anos. Depois já passou de moda. E compra-se outro relógio", justificam.
Adjectivada de original, a marca Swatch é comparada a uma rapariga jovem ruiva, activa e determinada. Já se fosse uma casa, assemelhar-se-ia a um lar dos anos 70, com roxos e rosas a dominarem as pareces. "Pufís", bolas e quadrados completariam a casa Swatch.

Mentes abertas, os "Dinkis" dizem "sim" ao sexo, às uniões de facto, à homossexualidade e às famílias monoparentais. "Vai ser raro ver o pai, a mãe e o filho, todos na mesma casa e ao mesmo tempo", afirmam.

Mas não descuram a figuram do "avôzinho de confiança", protagonizado pela Nestlé. Marca que a ser casa seria um chalé, com muitos jardins e árvores de fruto.

Lanidor executiva. Os jovens dos 25 aos 35 valorizam o progresso profissional. Não se realizam sem ele. Até porque significa ter mais dinheiro. E por isso, o sexo feminino projecta-se na Lanidor, associada a "jovem executiva. Também gostam da Zara, "informada e atenta às tendências da moda". Mas é considerada mais "roupa de fim-de-semana". E, além disso, está associada a "mau atendimento e fraca qualidade".

Diferentes são as mulheres, dos 25 aos 35 anos, com filhos. Optam pela MassimoDutti. "A marca tem classe e está na moda", dizem. Para elas, os filhos estão em primeiro lugar. E por isso, querem as melhores marcas. O preço não é o factor mais importante.

Escolhem marcas como a Chicco. Afinal é "carinhosa, amigável e protectora". Se fosse uma casa seria grande e acolhedora. Os casais jovens com filhos gostam de conforto e honestidade.
Para telemóvel escolhem a marca Vodafone. Sinónimo de "credibilidade". Se fosse uma casa ficaria situada no Parque das Nações. Com vista para o rio.

Audi é cara. Na mesma zona, situar-se-ia a casa Audi. Marca que se encontra no terceiro nível de marcas preferidas para os "Dinkis". Se fosse uma pessoa, a Audi seria convencida e "snob", consideram.
O custo elevado da Audi simboliza um dos maiores medos dos "Dinkis": o endividamento. Cartões de crédito, hipotecas e prestações fazem parte do dia a dia destes jovens casais.

Atitudes, muitas vezes impulsivas, que geram preocupações e aumentam o pacote dos receios, onde já estão fantasmas como o desemprego, instabilidade, divórcio, doença e morte. Endividamento, hipotecas e cartões de crédito.

Tendo como pano de fundo estas mudanças e valores, preocupações e anseios, os jovens casais sem filhos, dos 25 aos 35, chamados "Dinkis", definem-se a si próprios com adjectivos ou frases tais como: "Qualidade de Vida", "Ambição", "Falta de Tempo" e "Consumismo". De acordo com o estudo da Millward Brown, os símbolos que melhor representam estes jovens são o carro (80%), as hipotecas/empréstimos (63%) e os cartões de crédito (52%)."

Depois de ler TUDO, acho que posso dizer que sou uma Dinki em part-time.
Também só uso swatch no pulso, tenho um nokia...tou nessa do ikea e das mudanças de casa (não é???)...estou ainda mais nessa das férias e divertimneto constante...mas não entro nessa cena dos filhos (não é?), nem dos cartões de crédito....
portanto....sou uma "half-dinki"

me too. a half-dinki.

a ver: swatch no pulso. nokia na carteira x 2. mudancas de casa nao conta porque so tenho um quarto. IKEA nao preciso porque nao cabe la nem mais um alfinete. coca cola... me gusta. Massimo Dutty e Lanidor, tambem. Home-Cinema num temos, mas gostamos muito. Audi tb num temos, mas gostavamos.

quanto ao cartao de credito... sem comentarios. raios partam o cartao de credito! dasssee!

(mandem-me calar quando estiver a ficar chata... hehehe)

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