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sexta-feira, setembro 09, 2005 

Dorian Gray

O livro que elegi para ler nas férias, aconselhado pelo meu irmão, foi "O retrato de Dorian Gray".

Dizer que o livro me fascinou seria dizer pouco.

Deu-me também a conhecer Lord Henry, a minha personagem de eleição; nobre hedonista com uma filosofia de vida, teórica apenas, dificil de resistir.

Um pedacinho:

"Acredito que se um homem vivesse a sua vida plenamente, desse forma a cada sentimento, expessão a cada pensamento, realidade a cada sonho, acredito que o mundo beneficiaria de um novo impulso de energia tão intenso que esqueceríamos todas as doenças da época medieval e regressaríamos ao ideal helénico, possivelmente até a algo mais depurado e mais rico do que o ideal helénico.
Mas o mais corajoso homem entre nós tem medo de si próprio. A mutilação do selvagem sobrevive tragicamente na autonegação que nos corrompe a vida. Somos castigados pelas nossas renúncias. Cada impulso que tentamos estrangular germina no cérebro e envenena-nos. O corpo peca uma vez, e acaba com o pecado, porque a acção é um modo de expurgação. Nada mais permanece do que a lembrança de um prazer, ou o luxo de um remorso.
A única maneira de nos livrarmos de uma tentação é cedermos-lhe. Se lhe resistirmos, a nossa alma adoece com o anseio das coisas que se proibiu, com o desejo daquilo que as suas monstruosas leis tornaram monstruoso e ilegal.

Já se disse que os grandes acontecimentos do mundo ocorrem no cérebro.

É também no cérebro, e apenas neste, que ocorrem os grandes pecados do mundo."

Oscar Wilde, in "O Retrato de Dorian Gray"

Agora vai e confessa-te!

aaaaaargh! esse livro persegue-me! serei a unica alminha que não conseguiu passar do primeiro capítulo?

não So, eu nem sequer li, mas ando a ser massacrada para o fazer...

esse livro é fabuloso... :)

pois é, venho corroborar essa teoria, o livro é mesmo fabuloso. beijinhos grandes

Fabuloso!!
Não há maior liberdade do que aquela que reside no mais intimo do nosso pensamento:o seu poder é tão grande que o homem teve medo de si próprio e inventou a auto-censura!

Também li esse livro recentemente. É basicamente genial, aliás como todo o Oscar Wilde, personagem que tem tudo para ter saído de um qualquer filme do Tim Burton.
Dorian Gray é um grito contra a moral social que nos limita o pensamento e logo a acção. A metáfora do quadro é perfeita.
Agora que começaste não pares, podes já começar com "A Servidão Humana" de W. Somerset Maugham, vais ver que a tua vida nunca mais ser a mesma...

MM:

Adorei o pensamento!

p.s.- para quando o teu blog?

Barão:

Realmente a comparação de Oscar Wilde com o universo Tim Burton é perfeita, alguem lhe passe o livro para a mão e chame o johny deep para o papel de dorian e Jack nicholson para o de lord henry!

Um blog?... meu? E depois quem é que lia o teu?!... Nunca te faria isso amigo! ;-)

Já o li e é muito bom mesmo.

Boa escolha!

A parte que mais gosta é a influência que a outra personagem, amigo do pintor, exerce sobre o modelo do pintor.

O amigo é o Lord Henry, e também foi a personagem que mais me cativou

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