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sexta-feira, maio 20, 2005 

"O peso de vestir uma camisola às riscas verdes"

Brilhante post de um não menos brilhante lagarto, que explica as causas do mamedismo sportinguista.

"O peso de vestir uma camisola às riscas verdes

É preciso desmantelar esta equipa. Há que assumir quando o peso psicológico e metafísico de determinado acontecimento mina todos os caminhos do futuro.
Temos dois homens que tratam a bola como ela merece: Rochembach e Pedro Barbosa, e como só Diego no Porto neste momento em Portugal.

Barbosa está velho e a carreira deve ter acabado: só lhe posso estar grato por tudo quanto me deu a ver, a maneira como a bola lhe rolava de pé para pé, através dos pés e dos corpos dos adversários, aquela lentidão pesada mas inapelavelmente segura e esteticamente laudrupiana.

O Rocha acha-se, com razão, bom demais para aqui estar. A verticalidade dos seus passes é algo que me faz chorar, coisa muito rara de se ver com a frequência com que ele o consegue. Ve-se o desespero que o assola quando tem que passar para o lado, apenas para fazer correr a jogada.
E só quem jogou á bola a um nivel mais elevado é que percebe, por exemplo, o modo absurdamente inteligente como utiliza o peso do corpo: vou ter saudades dele, mas considero que deve ir arrastar a carreira dele para outro sitio.
Rocha é o típico sobredotado que sabe que é muito melhor que aquilo que alguma vez conseguirá atingir: bom demais para o Sporting, preguiçoso em demasia para o Barcelona.
Percebo-o muito bem: aconteceu-me o mesmo quando jogava à carica.

Tello jogou muito bem, Beto jogou bem, Rogério jogou muito bem (claro que se não tivesse marcado o golo toda a gente diria que foi um erro do Peseiro), Miguel Garcia vai ser um bom jogador, Liedson jogou como sempre.
A equipa, no seu todo e em geral, jogou bem, muito bem mesmo, mas o Sporting é o Sporting e a sorte só nos acompanha na medida em que isso lhe possibilite infligir-nos uma humilhação maior: por isso ela se dignou a acompanhar-nos contra o AZ Alkmaar, em especial, e o Newcastle, aqui e ali. Os primeiros 35 minutos podiam ter-nos dado os dois a zero, mas não deram.
E quando um milagre azareiro dos grandes nos impediu de empatar a dois golos, o CSKA marca o terceiro. Está bem, está mal, é assim.

Os culpados desta derrota: Sá Pinto, Ricardo; e Peseiro, que os colocou em campo.

Sá Pinto não recebeu uma unica bola em condições; não sabe ainda, ao fim de 30 anos a jogar, fundir o toque de recepção com o primeiro toque direcional da bola; uma jogada sai sempre dos seus pés com menos definição conceptual do que quando lhe chegou; é um burado negro de boas jogadas; Sá Pinto, nitidamente, não sabe pensar o jogo, e deve ser-lhe atribuida uma missão qualquer internacional, tipo atravessar a pé a Faixa de Gaza com um cartaz laudatório ao sionismo.

E Ricardo.... que dizer de Ricardo? Que ele teria, teria sempre, que defender aquela bola. A bola bate no chão e perde velocidade, entra ao meio da balia e a um centimetro da mão.
Que teria, teria sempre, que repor aquela bola em jogo para lá do meio-campo, como sempre fez. Que teria, teria sempre, que não ter nascido, aquele filho da puta.

Falta-nos Peseiro: Peseiro é um bom homem, um treinador tacticamente competente, irrepreensivel, que fala bem com os jogadores, que sabe o se que se deve ou não dizer-lhes; sucede que, mesmo assim, na minha modesta opinião, é mau treinador: falta-lhe não sei se carisma se outra coisa dessas que aparecem nos romances complicados e com muitas páginas. Falta-lhe saber colocar “nervo”, “tensão”, nos jogadores que comanda. E isso, meus caros, é a morte do artista."

in,
http://acausafoimodificada.blogspot.com/

Deixo-te desde já um grande amplexo amigo solteirão.
É sem dúvida um belo post o deste amigo lagarto (suponho que se trata do tal rapaz que me falaste).
Não acho justo contudo estar-se agora a sacrificar o Ricardo, só pq é moda.
O rapaz falhou no golo do Luisão, mas contra o CSKA não tem culpa nenhuma nos golos.
Peca contudo, o "Labreca" ao não assumir os seus erros...

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