terça-feira, novembro 30, 2004 

Coisa mais linda!

Um dos meus maiores traumas – que só não é o maior porque uma vez fui fantasiado de mulher para a escola primária, pensando, errada e estupidamente, que era o dia de Carnaval – foi o facto de nunca ter tido um animal de estimação.

Ok, sempre tive alguns gatos, mas sou mais um “Cat lover” por obrigação do que por motivação. Gosto dos gajos, mas quando uma pessoa se esquece por 1 semana que tem um animal de estimação, porra, algo vai mal nessa relação.

Também já tive hamsters. Mas no dia em que mãe hamster deu à luz 7 fofinhos e queriduxos hamsterzinhos, que lindo!! Mas no dia seguinte não restava nenhum…nunca mais quis saber de hamsters (deve ter sido o que a mãe hamster também pensou…).

Acho que já tive um peixe – como se chamava? Que lhe aconteceu? Como foi parar a minha casa? Quem o alimentava?

Uma pequena tartaruga também outrora passou pelo meu lar. Até era engraçada, mas teve a infelicidade de hibernar quando toda a gente desconhecia que a espécie em questão o fazia…deve ter estranhado quando acordou no interior de um contentor verde rodeada de sacos de plástico, ou se calhar não.

Assim, e como vou para a minha casa (leia-se minha onde se lê minha) e faço aquilo que quero, ninguém me poderá negar aquilo que sempre quis!!

O seu nome: Arron
Altura: 1,90 cm
Larg: 1,20 cm
Olhos: Laranja (a combinar com a cor da parede)
Peso: N sei, mas é levezinho para a altura

Alguns poderão dizer que sou maluco, que ocupa muito espaço para um apartamento tão pequeno, blá, blá, blá…
Só sei que não suja, é caladinho, e tem a cara mais linda do Mundo...uhm, ou uma das.

O seu nome é Aron, não confundir com a Bonny ou com o James, e poderão visitá-lo aqui.

Ah, já agora percebam o porque deles estarem aí.

É daquelas coisas que me faz orgulhar, por vezes, daquilo que faço.

p.s.- acho que entre ele e a Bonny se passa qualquer coisa, mas o Pumbu ficou com cara de poucos amigos...
p.s.s.- o Arron, em principio, ficará a viver na sala, mais propriamente na parede laranja da sala. Depois podem levar-lhe bananas...ahn, e está a dizer-me que também gosta de vinho, tinto de preferência.


quarta-feira, novembro 24, 2004 

Um desabafo!

Bom, eu estive calado este tempo todo.
Sentado, enquanto esperava, nunca reclamei com nada, e, pacientemente, fui aguardando que voltasses aquilo que sempre foste.

Depois de tudo o que me deste, daquilo que me fizeste viver e de como me fazias sentir especial ao pé dos outros...eu era especial. Tu. Tu fazes-me especial.

Percebo que nem sempre estamos bem, e que a vida é feita de ciclos, de correntes.

Também sei que o momento não é fácil, e aqueles que partem deixaram saudades…eu sei.

Mas Porra!!!


IMPORTAM-SE DE GANHAR O JOGO HOJE!!!!!

segunda-feira, novembro 22, 2004 

Estilo mini-mini-minimalista

As Obras em minha casa já começaram!!

Daqui a um mês a minha casa estará pronta!!!

Daqui a um mês a minha casa estará pronta e não tenho dinheiro para decorá-la!!


p.s.- parece a história do gajo que vendeu a televisão para comprar o vídeo.
p.s.2- esta é uma mensagem (pouco) subliminar para todo(a)s aquele(a)s que esperavam uma prenda neste natal ;)

sexta-feira, novembro 19, 2004 

Da Weasel, "Best Portuguese Act, 2004".

"No princípio era o verbo,a palavra e depois a rima,
que provocou reacções como se fosse uma enzima.
No princípio era a tesão, a fúria e a sofreguidão,
depois veio a calma, procura do saber e a satisfação.

Inspiração para uma vida melhor, um caminho melhor,
um mundo melhor, para uma pessoa melhor.
Bem-vindo ao Manual de iniciação a uma vida banal,
ao diário de bordo de uma nave espacial."


Os Da Weasel venceram a edição da MTV Europe, na categoria de "Best Portuguese Act" (e eu a pensar que iria ser a Marisa Cruz), que basicamente significa a melhor banda portuguesa de 2004.
O ano passado, na queima do Porto, tive oportunidade de vê-los ao vivo. Foi um dos concertos da minha vida - e posso dizer que já vi alguns...

Este é a minha homenagem para os Bacanos. Props 4 d People. Tásse.


quinta-feira, novembro 18, 2004 

Today´s Lesson

But we're never gonna survive unless we get a little crazy.

quarta-feira, novembro 17, 2004 

A NÃO PERDER!!

Há 9 anos atrás um jovem americano (Ethan Hawke) conheceu uma bela francesa (Julie Delpy) numa viagem de inter-rail.
Numa noite, e numa noite apenas, a cumplicidade, a paixão e a intimidade entre os dois é exposta de uma forma que apaixonou igualmente todos aqueles que os acompanharam de perto.
Certamente que quase todos viram “Antes do Amanhecer”, mas ainda se recordam do que aconteceu? Eu ajudo, eles tinham ficado de encontrar-se, 6 meses depois, e, porque seria demasiado banal, não trocaram telefones (naquela altura ainda não havia telemóveis), nem moradas…

Desde então, nada mais soubemos sobre eles.

O surpreendente reencontro, tal como na vida real, ocorre 9 anos depois, devido ao sucesso que Jesse obteve ao escrever as suas memórias sobre aquela mesma noite.
Antes do Anoitecer, decorre numa tarde, e numa tarde apenas, as duas personagens vão percorrendo as ruas e jardins de Paris, num diálogo de 80 minutos.

A simplicidade, inteligência e romantismo do filme em tudo nos faz lembrar o primeiro, e será também fruto da cumplicidade que une os 3 argumentistas (Ethan e Julie são dois deles, o outro é o realizador), que foi escrito através de troca de mailes e telefonemas.

E porque não conseguiria dize-lo de uma forma tão perfeita como João Miguel Tavares, aqui vai um excerto da sua critica.
“E nós, os espectadores, acompanhamos tudo isto com o deslumbre das revelações, porque Antes do Anoitecer é o retrato perfeito de todas as possibilidades que nunca chegámos a concretizar, o retrato perfeito dos 30 anos, quando já fomos apanhados pela vida. Só que, ao mesmo tempo, o filme acredita, como nós queremos acreditar, na substância do amor. E por isso ele agarra-se sempre, como no sublime diálogo final, a um grão de esperança, porque eles sabem, e nós sabemos, que não, que não é possível, que nunca funcionaria, que a vida não permitiria - mas e se?”

Bom, muito bom mesmo. Vale a viagem ao Porto ;)


 

Ele há gente com sorte!

"Juíz proíbe dois adeptos do Benfica de verem jogos do clube.

Dois adeptos do Benfica, naturais de Famalicão e Caldas da Rainha, tornaram-se, na segunda-feira, nos primeiros visados da nova lei contra a violência no desporto, a qual foi assim aplicada pela primeira vez." in, diário digital.

Julgo que não faltarão interessados...

terça-feira, novembro 16, 2004 

Gostei de saber

"O ex-líder dos Smashing Pumpkins, Billy Corgan, vai editar o seu primeiro disco a solo no próximo mês de Fevereiro.

Em entrevista à revista Interview, o músico norte-americano afiançou que o seu trabalho será diferente das explorações musicais dos seus anteriores projectos, Smashing Pumpkins e Zwan. Billy Corgan editou recentemente o seu primeiro livro de poemas, «Blinking With Fists», que conta com uma pintura da sua ex-namorada Yelena Yemchk. " Diário Digital

sexta-feira, novembro 12, 2004 

Ainda Arafat

É impossível para qualquer pessoa observar as imagens dos “combates” na palestina e não escolher um lado. O lado escolhido, é, invariavelmente, o da Palestina.
Como poderia não ser assim? De um lado vemos um bando de miúdos descalços a atirar pedras e do outro vemos, não pessoas, mas uma máquina de guerra de soldados anónimos numa amálgama de fardas, tanques e metralhadoras – tudo aquilo que um humanista e pacifista é contra.

É fácil escolher-se o bom e o mau neste filme, nenhum argumentista o poderia tornar ainda mais simples. Mas nós também não somos os americanos e sabemos que a vida não é a preto e branco. Na grande maioria das vezes ela é cinzenta.

Há uns anos atrás eu apoiava incondicionalmente o povo palestiniano, da mesma forma que em tempos senti alguma empatia pela causa étarra – hoje acho que são uns assassinos cobardes.
Não estou a comparar o povo palestiniano com a eta. As diferenças são muitas e substanciais. Agora o braço armado (Hamas) deste povo não difere em nada destes, como não difere em nada de todos os bin ladens e restantes terroristas que condenamos.

Não consigo perceber o que se pode ganhar ao matar centenas de inocentes à entrada de uma discoteca, num autocarro, num restaurante…a única justificação é o ódio, a cegueira. E nesse ponto, nem um nem o outro lado são menos culpados.

Arafat como quase todos os lideres mundiais envolvidos em confrontos bélicos, tem as mãos manchadas do sangue de inocentes. Isto é uma verdade inegável. Ou isso, ou então ele sempre foi um líder fantoche que não era respeitado pelos seus compatriotas nem tinha qualquer tipo de poder sobre as facções mais extremistas. Porque se os Israelitas não gostavam dele e os Palestinianos também não como se manteria ele no poder durante tantos anos? Talvez um mecenas anónimo patrocinasse a sua ânsia de liderança, da mesma forma que possa ter sido este a torná-lo num dos homens mais ricos do mundo.

Se condenamos os Sharon´s e os Bush´s com tanta facilidade, ou menos temos a obrigação de ter um sentido e olhar mais critico mesmo para aqueles que defendem causas que julgamos nobres.
Só assim podemos considerarmo-nos honestos intelectualmente.

 

Arafat 1929 - 2004

Com um dia de atraso relativamente à sua morte, segue aqui um texto da autoria Francisco José Viegas, que procura revelar uma faceta, para muitos desconhecida, do “homem do lenço esquisito”.

Sei que é longo, mas vale a pena (Urso, pelo menos tenta ;)


"Não, não vou chorar lágrimas de crocodilo. Não vou deixar de reconhecer o seu papel no Médio Oriente e na chamada “causa palestiniana”. É provável que seja um herói. Mas não vou tecer um elogio fúnebre. Se os palestinianos ainda não têm um país independente devem-no também a ele, que desfez acordos e mentiu descaradamente sobre os seus próprios planos, autorizando comandos suicidas formados por adolescentes e treino militar às crianças de Gaza. Se ainda há israelitas que se opõem à constituição de um estado palestiniano (e são muito poucos) devem-no muito a ele, que autorizou e mandou executar civis com a frieza de um “grande líder”, condenando massacres em inglês e incentivando-os em árabe. Não aceito a encomenda de um Arafat transformado em anjo – desenho que, repetidamente, as televisões vão pintar durante as semanas mais próximas e que os jornais vão reter em colunas laudatórias, rendidas diante da morte do “grande estadista”.Quem já viu destroços de autocarros israelitas e pedaços de corpos retirados de restaurantes destruídos à bomba em ruas de Jerusalém pode, sem dúvida, calar a voz e respeitar a dor dos que choram Arafat – e perguntar-se sobre os dias que vêm. Mas não fará mais do que isso.Eu vi a pizaria Sbarro, de Jerusalém, destruída por uma bomba da Fatah. Vi os jovens que dançavam na discoteca Dolphinarium, em Telavive, dias antes de ser destruída por um suicida recrutado pela Fatah e enviado pelo Hamas. Vi o restaurante perto de Haifa (a cidade da tolerância) onde centenas de judeus celebravam a sua Páscoa, e que os militantes da Fatah não hesitaram em destruir à bomba. Lembro-me de Itzhak Rabin confiar em Arafat depois dos acordos de Camp David – e de Arafat ter voltado atrás. Vi o pequeno mercado ao lado da Jaffa Road, em Jerusalém, semeado de corpos depois de um ataque organizado por militantes do Hamas que Arafat libertara dias antes. Ouvi Ehud Barak, em Jerusalém, falar com optimismo depois dos acordos de Oslo que Arafat rasgou depois de apertar a mão ao primeiro-ministro de Israel – abrindo as portas à vitória eleitoral de Ariel Sharon e da ala direita do Likud, um festim para os extremistas do Hamas e da Jihad.Quem viu esses destroços sabe que um estado palestiniano democrático seria impossível com Arafat. E, por isso, dificilmente chorará a sua morte. É doloroso escrever isso: não chorar a sua morte. Mas a verdade é que, tendo o dever de respeitar o vazio da morte, temos também o dever de não a usar para esconder as feridas abertas. Arafat não se transformou apenas numa peça dispensável – transformou-se num obstáculo à paz e à criação de um estado palestiniano democrático, arrastando o seu povo para uma guerra de fanáticos alimentada pelos ditadores da região. Ao mesmo tempo, criou um regime de terror nos média palestinianos, acumulou uma fortuna pessoal que ultrapassa de longe os 300 milhões de dólares (segundo a “Forbes”) – grande parte dela desviada dos cofres da Autoridade Palestiniana –, autorizou execuções sumárias e fuzilamentos regulares, apoiou-se em líderes religiosos que pregavam nas mesquitas de Gaza sobre o dever de matar judeus, transformou a Autoridade Palestiniana num aparelho corrupto e voraz.É forçoso reconhecer que desaparece um líder e uma figura histórica. Mas o reconhecimento do facto não implica que se seja desleal para com a memória e as suas mágoas."

quarta-feira, novembro 10, 2004 

8H30 em ponto!!

...e não morri.

Aliás, estou-me a sentir muito bem e tive uma manhã extremamente produtiva.
Ah, também já não fumo há 4 dias.

p.s.- Se alguém vir o autor deste blog p.f. informe-me, estava-lhe um bocado apegado.
p.s.2- pronto ok, não eram mesmo, mesmo 8h30, mas aquela hora da manhã quem consegue ver as horas?

terça-feira, novembro 09, 2004 

9/11

Amigos, amigas, desconhecidos, Urso,

Hoje, 9 de Novembro de 2004, o Mundo, tal qual o conhecia, mudou.

Hoje, dia 9 de Novembro de 2004, recebi a pior notícia da minha longa vida laboral – pior ainda do que quando me disseram que eu tinha de me ir embora do meu emprego de sonho porque a agência em causa estava em processo de falência.

Hoje, 9 de…(pronto ok eles já sabem o dia!!) o meu patrão aproximou-se de mim e, sem qualquer tipo de preparação, sem eufemismos de qualquer espécie ou adornos colaterais, chutou-me com violência “A partir de hoje (hoje que era mesmo hoje, 9 de…) o horário de entrada para toda a empresa é…8h30!”.

Inicialmente, (ó doce inocência!) pensei “Coitados dos gajos, tão cedo e já terem que estar no trabalho…” mas depois, como que recuperando do stress traumático causado pela enormidade em causa, lentamente reagi:
- Eu também ?!?– saiu-me tremelicante e em falsete.
- Todos. – rugiu autoritário.

Agora estou aqui, encostado a um canto, encharcado em suor e de olhos esbugalhados a gritar “Porque não me disseram que isto durava para sempre!!!” alternando ocasionalmente com “Adriane!!”.

Porra!! Porque é que isto me foi acontecer logo a mim, Porquêeeee????!!!! (sim, eu sei que a mim e a mais 75% da população portuguesa que trabalha, os outros 20% entram ainda mais cedo e os restantes 5% que entram mais tarde, ou são designers ou jornalistas ou advogados).

“Ah e tal, mas não fiques assim” dir-me-ão vocês.

“Não fiques assim não, não fiques assim não.” returco eu.

“Ah, mas agora sais mais cedo e tal, podes aproveitar e o camandro” insistem vocês.

“AHHHHH” digo eu.
“AHHHHHH” digo eu.

“Aproveitar?? Aproveitarrr?? O que é que se faz às 18h da tarde? Uhm? alguém me consegue dizer uma, uma coisa útil para fazer às 6 da tarde (tirando ir à praia no verão)?...Já sei, que fixe, vou aproveitar e assim posso limpar a casa com mais frequência.”

A partir de hoje, eu não vou fazer parte daquela massa informe e cinzenta que rasteja para os seus trabalhos, eu serei: A MASSA INFORME E CINZENTA!!!! Uahahuauaahhahh!!!!

p.s.- O autor deste blog informa que discorda totalmente com a versão, acima transcrita, do seu alter-ego. Considera que numa economia de trabalho e num mercado cada vez mais competitivo o cumprimento escrupuloso dos horários só trará benefícios à sociedade, em geral, e ao individuo, na sua dimensão humana, em particular.

 

Fuck you! Posted by Hello

segunda-feira, novembro 08, 2004 

Atchim!

Esdou dão consdipado...

terça-feira, novembro 02, 2004 

Fabulástico!!!!

Não deixem de ir a este link http://www.ministryofsound.com/eflyers/ericPrydz/remix/vidMixer.swf
está...uhm, bom...como é que eu hei-de explicar isto...está deveras interessante e proporciona momentos de agradável diversão lúdica.

 

Sobreviverá o mundo a mais quatro anos de Bush?

Excelente dossier do Público sobre as eleições americanas, com um artigo que vale a pena ler de M. Sousa Tavares.


segunda-feira, novembro 01, 2004 

Odeceixe, 3 de Outubro Posted by Hello