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quinta-feira, outubro 28, 2004 

O tempo dos medíocres.

É sobre o caso "Marcelo", mas podia ser sobre Portugal.
«Este episódio é um retrato impiedoso da pequenez e da
miséria moral deste tempo dos medíocres que vivemos, gente
orientada pela mera preservação do poder a qualquer custo,
e que se guia pela velha máxima de que quem não é por si é
contra si. E, por isso, o inimigo tanto está no jornalismo
independente, no comentário político adverso ou nos
empresários que não necessitam de bater à porta do
Governo, como nos companheiros de partido que não alinham
no coro do amiguismo, do auto-elogio e da exaltação cega.»
p.s.- B., obrigado pelo mail.

É tudo verdade, mas pior de que tudo isso é imaginar que o inimigo está em todas essas pessoas enumeradas e acima de tudo no Governo de um País que aparentemente deveria viver em democracia...afinal reparamos que, sem termos dado conta, voltámos à censura, onde as televisões e os jornais são obrigados a calar-se só porque fazem oposição ao governo...a oposição que a verdadeira "oposição" deveria fazer. Sei que isto não é novidade, mas...

Afinal a Nina também se deixa distrair com as alarvidades do nosso (des)governo! (o que não deixa de ser um com sinal nos tempos que correm)

Não é distração, caro AAS. É mais preocupação. De vez em quando toca-nos a todos.

Senhora Nina:

A questão é que esta "pequenez e miséria moral" abundam no nosso país, e o "amiguismo" acho que é o prato principal da política Portuguesa.
Quanto à censura, este caso é naturalmente preocupante, mas não deixa de ser uma demonstração que, realmente, vivemos numa democracia e que existem mecanismos de defesa e regulação a abusos de poder deste género - Obviamente que se o visado não fosse uma figura como Marcelo e sim um mero trabalhador assalariado da estação em causa, provavelmente este caso nunca seria do domínio público.

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

Caro(s) AAS,

O nosso governo é realmente um alarve da pior espécie (qual ogre esfomeado).

O que também não implica que, e isso certamente o saberá melhor que eu, o "amiguismo" e a "mediocridade" dos nossos políticos seja um mal muito generalizado, sejam eles mais laranjas ou rosinhas.

sim, é verdade até existem mecanismos de controlo e auto-regulação...mas neste caso os mecanismos nao foram os certos, a não ser que o Governo já tenha esse poder e o Santana Lopes se tenha esquecido, na sua comunicação ao País..sim esse belo momento, de o referir. O "amiguismo" está cada vez mais na moda...

O jornalista fez (bem) o trabalho de casa; isto é: tocou nos pontos fundamentais que "determinam" a actual sociedade politica portuguesa.
Mas bom será não esquecer que quem não está no poder anseia por lá chegar; e, aqui que ninguém nos ouve e em abono da justiça...os argumentos e as práticas de governação já mal se conseguem distinguir entre os dois maiores partidos portugueses...e que curiosamente vêm repartindo a governação lusa.
E se assim não fôra o que se fez (ou o que não se fez) em trinta anos de democracia, para Portugal chegar à "brilhante" posição económica que ocupa no ranking europeu?
E, mais grave ainda, é que estas coisas "pegam-se" ao cidadão comum; quem está no mercado de trabalho só tem é que "imitar" a metodologia dos "mestres dirigentes": se quer subir tem de se deixar de fantasias e pensar apenas em si (querem melhor exemplo que o dos professores contra os próprios professores que "fabricam atestados e outras coisas que tais" para conseguirem melhores colocações?!).
Que porra de país é este?!
Intés!!
(desculpa a extensão do comment)

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